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quinta-feira, 21 de maio de 2015

Estratégias Permanentes para Tempos de Incertezas

“Tempos de incertezas” é um cenário permanente. A percepção dos riscos que ele traz nos assusta e sair da zona de conforto é o que todos nós tememos. As turbulências e a velocidade das mudanças é o que varia.

Em 06 de novembro de 2014 tive a satisfação de dirigir o workshop “Técnicas de Negociação para Engenheiros”. Organizado pela Associação de Engenheiros da Alemanha, o evento foi realizado na Câmara Brasil-Alemanha, da qual sou palestrante há muitos anos.

O momento era de clima pós-eleição da Presidente Dilma Roussef, com todas as incertezas de uma disputa eleitoral feita voto a voto.

Eu e os participantes, todos gestores de empresas multinacionais alemãs ou grandes empresas brasileiras, deixamos o curto prazo de lado e trabalhamos as estratégias permanentes de sustentabilidade e adequação aos novos tempos..

Seria inimaginável, naquele momento, prever o que ocorre hoje em 20 de maio de 2015, como também é impossível prever o que acontecerá no fim deste ano.

Como aprendiz que fui e sou, de Igor Ansoff, trabalhamos as oportunidades que aquele momento descortinava.

(1) Leia depois o artigo:  "Estratégia sem erros"

A única certeza é de que muitas coisas aconteceriam em 2015 e que muitos ajustes seriam necessários.

Ficava claro, naquele momento, que deveríamos pesquisar as necessidades e expectativas dos clientes, atendê-las e superá-las ao máximo possível, além de trabalhar na redução de custos como ação indispensável.

As estratégias surgem a partir da análise de onde estamos e para onde vamos.
As estratégias devem vir do mercado onde estamos e definirmos juntos com os clientes para onde vamos.


O estado do cenário, que é apresentado em nível global, é de instabilidade devido às mudanças rápidas e inesperadas. E tal cenário requer uma liderança compartilhada.

Foi-se o tempo de lideranças carismáticas e visionárias.

(2) Leia depois o artigo:  "O engenheiro como negociador em um ambiente de mudanças."

As capacitações para esta nova liderança é a de ser facilitador com foco em soluções.

O líder tem que ter uma mentalidade pró-ativa e estar sempre preparado para o inesperado.

Passaremos por este momento, assim como já passamos por outros, mas a condução dos negócios, visando diferentes soluções, requererá uma nova visão com foco no futuro.

As grandes oportunidades de inovar, mudar e melhorar nunca foram tão grandes.

Isto requer um esforço para ir para onde as coisas acontecem e abandonar a zona de conforto.

Com certeza se recolher para esperar as coisas passarem é a pior das decisões, pois as coisas nunca mais serão como foram.

O cenário mundial hoje é melhor que há um ano.

Quem não tiver animo, energia, esperança e muita disposição para se reinventar e investir com certeza perderá o bonde da história.

Com certeza o Brasil de daqui a 10 anos será bem melhor do que o de hoje.

Links dos artigos relacionados, e que sugeri que leiam:

(1) Artigo: "Estratégia sem erros"
(2) Artigo: "O engenheiro como negociador em um ambiente de mudanças."

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Comunicação e Liderança Eficaz em Tempos de crise

Vivemos momentos de mudanças radicais, tempos de crise, assim, formas superadas de liderar e de se comunicar passam a ser inadequadas, não respondem mais as necessidades e expectativas atuais dos liderados.

Palavras como “chefe” e “subordinado” soam como coisas da época da estrutura hierarquizada, rígida e sem flexibilidade. O poder de decisão concentrado na chefia e frases como esta “manda quem pode e obedece quem tem juízo” ou “você foi contratado para executar e não para pensar” soam como coisas já abolidas há muito. A confiança nas lideranças atuais em todos os níveis desaparece.

Diálogo e solicitação substituem a maneira antiga de dar ordens e impor. O conceito antigo de poder se esvai em um clima de participação, interação, colaboração e respeito surgindo uma liderança aceita e compartilhada.

A postura de que você faz um favor a quem atende por que não há outra escolha a quem está sendo atendido é a ante véspera dos grandes problemas que as empresas vão vivenciar e enfrentar. Falta de confiança, clima de corrupção, ausência de transparência, inadequação nas contratações, incompetência são sintomas de uma grande crise que está para acontecer.

A causa deste grande mal está em uma gestão antiga que se baseia na concentração do poder arbitrário no chefe que dá as ordens e centraliza os processos de decisão.

As empresas estão desabando por que suas estruturas ou podemos dizer sua anatomia não está preparada para um atendimento aos seus clientes externos e internos de forma eficaz, flexível e de satisfação. Suas lideranças estão desacreditadas.

A fisiologia vem primeiro, a anatomia é conseqüência.

Assim mudar o foco para o mercado, cliente, verdadeira razão de ser da organização ou empresa, exigirá novas ações que naturalmente eliminará gorduras, desperdícios e vai tirar o foco do umbigo, ou seja, produto, lucro, sistemas etc.
Estas serão ferramentas e resultados da excelência e da qualidade da empresa que está a disposição e sabe interagir com transparência com o mercado (cliente).

Um mundo globalizado está exigindo do novo líder uma visão holonística e ética que permita identificar com rapidez os contextos, cenários, entorno e transformar estas situações rapidamente em oportunidades e novas ações. Este líder tem sua consciência expandida e a convicção de que é um agente de mudanças.

Saber se inserir na realidade do mercado e dentro dos limites da visão, da missão e dos valores da empresa, é estratégico e criará sinergia e proatividade para realizar ações eficazes e rápidas.

A capacitação de se comunicar e de transmitir e de ensinar os seus conhecimentos e vivencias aos seus liderados com precisão e eficácia, de se relacionar com as pessoas através do diálogo, do respeito e do espírito participativo de grupo, aliado a uma técnica desenvolvida através de treinamento de fazer reuniões trará resultados fantásticos a este novo líder.

A liderança compartilhada transmite ao liderado o poder de decisão no momento certo, com a pessoa correta. Delegar poderes é uma arte que pode e deve ser desenvolvida pelos novos gestores líderes.

Em nosso curso “Comunicação e Liderança Eficaz, em tempos de crise” apresentamos estas ferramentas e metodologias que compreendidas e aplicadas pelos participantes tem ajudado a transformar chefes em comunicadores e líderes eficazes.
Nossa vivência, em cursos realizados em São Paulo e Santa Catarina e in company só nos tem deixado felizes com os resultados.

Na exame de 11/02/2009 na seção Gestão e Idéias tem a frase de Jim Collins “As pessoas certas não precisam ser gerenciadas. Se você precisar gerenciar muito de perto alguém, errou na contratação”.
Alain Belda, presidente mundial da Alcoa , em suas confidências, também sempre foi claro “Sempre contratei para trabalhar comigo, profissionais melhores do que eu e ao delegar tarefas e autonomia sempre tive respostas e resultados melhores”