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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

"Infeliz a terra que precisa de heróis" Brecht



A genialidade de Galileu Galilei,que antes dos outros viu uma verdade e soube com sabedoria e sofrimento deixar seu legado, derrubando dogmas e "verdades estabelecidas", fez o mundo dar um salto quântico, com o livro I Discorsi.



A ciência mostra que tudo é dinâmico e tem sentido, mesmo o caos, mas Bertolt Brecht em sua peça Galileu Galileu revista em 1945 reconsidera a responsabilidade dos cientistas como heróis ou mártires e deixa seu depoimento "Infeliz a terra que precisa de heróis".

A espetacular direção de Cibele Forjas com a visão : "de que cada um de nós, vivos neste tempo histórico determinado, tem responsabilidades sobre o mundo em que vivemos e também, por seu futuro. É uma responsabilidade compartilhada, hoje, por bilhões de pessoas. O individualismo do século XXI necessita de Brecht na veia", gera uma atualidade a Galileu Galilei e a Bertold Brecht.

Falar agora da maravilhosa atuação de Denise Fraga e do elenco fabuloso que deixa todo público do teatro em um estado de atenção, compartilhamento e encantamento torna-se fácil.

Denise em cena é ao mesmo tempo com sua presença e alma Galileu Galilei, Bertolt Brecht, Gisele Forjas e cada um de nós dos felizes espectadores que a aplaudiram com entusiasmo.

Acreditem como disse Galileu "Deus está em você e em tudo", mas acreditem na ciência e na sua evolução dinâmica sem criar dogmas.

Denise, obrigado e vai aqui a todos que me leem seu pedido do boca a boca "Venham nos assistir aqui no TUCA"


Links dos artigos relacionados, e que sugeri que leiam:
(1) Artigo: "Para onde vamos?"

terça-feira, 14 de julho de 2009

Fim da Empresa

Em 3 de setembro de 1987, participei de um rico seminário com Igor Ansoff o pai do planejamento estratégico.

Clique nas imagens para melhor visualização.
Em sua simplicidade de um gênio matemático, Igor colocou que estratégia é “Onde você está e aonde você quer chegar”.
Ansoff mostrou naquele evento, o processo de transformação dos cenários desde o surgimento da economia de mercado com a Revolução Industrial e os níveis de estratégias situacionais.

Antes da 2ª Guerra as empresas de sucesso eram as de boa estrutura interna e o planejamento se limitava a fazer projeções, havia baixa concorrência e ausência de preocupação com questões estratégicas.

Depois da 2ª Guerra as empresas de sucesso passaram a ser aquelas que tinham condições de atender o mercado e houve um aumento da concorrência.

Igor foi pioneiro em estudar e desenvolver cientificamente o conceito de estratégia em administração e o conceito de cenários e como trabalhar com eles.

Vivíamos em 1987, o que ele chamava de nível de turbulência 5, ou seja, um cenário de surpresas com tecnologia e produtos inovadores, a liderança nas empresas de ponta era visionária, a mentalidade das empresas criativa/flexível, o objetivo dos negócios criar potencial e o perfil do líder criador.

Lembrem-se que naqueles anos novos players como Gafisa, Tam, Microsoft, Amazon ou empresas reinventadas como a Motorola se destacaram.

Dei trato às bolas e utilizando as ferramentas de Igor cheguei hoje a um nível de turbulência 6, ou seja, um cenário de mudanças muito rápidas e hoje temos a liderança compartilhada nas empresas de ponta, mentalidade das empresas pro ativa, o objetivo dos negócios criar soluções sendo o perfil do líder facilitador/coach.

Skype, Google, Natura, Ambev, Anhembi-Morumbi, Vale, Bradesco, MicroPower são os players hoje que se destacam.

Medias e pequenas empresas diferenciadas estão despontando neste novo cenário fantástico e mutante.

O mundo está inovando e empresas mundiais, muitas delas familiares em 3ª ou 4ª geração estão na ponta da inovação.

Entretanto a maioria das empresas ainda está com estruturas pesadas, inchaço de funcionários e altos custos.

A estratégia voltada à obtenção de lucros e uma administração com ênfase na capacidade de fazer caixa muitas vezes distorce a visão e a missão do negocio e expõe a empresa em praticas arriscadas de alavancagem financeiras.

As empresas administrativamente hierarquizadas, burocráticas, amarradas a processos de ERP rígidos e não inteligentes com gestão e poder de decisão centralizados, com foco nos seus produtos e serviços estão correndo riscos.

A troca de vivencias através de dinâmicas e trabalhos de grupo com excelentes engenheiros de empresas de ponta, no curso realizado pela Mca Consult e VDI em 29 de julho de 2009 na Camara Brasil Alemanha em São Paulo, identificou estes cenários e como agir adequadamente.

Uma grande parte das organizações sendo elas públicas ou privadas que atuam de forma corporativista e com lideres carreiristas que atuam de forma patrimonialista, estão em processo de autodestruição e com certeza conseguindo chegar ao fim da empresa.