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segunda-feira, 8 de março de 2010

Você vai sobreviver profissionalmente?

Tudo no mundo se transforma, vivemos as mudanças permanentes e o processo de evolução constante.

Os que não percebem isto já estão escrevendo o texto da lápide de uma vida que já se foi.

Manter a essência do processo de um atendimento adequado e eficaz em qualquer profissão é necessário, mas cada atendimento é uma nova situação. Assim naturalmente nos renovamos e estamos à disposição do outro e compreendemos a sua essência de ser único.

Quando temos o hábito e a capacitação do bem atender internado em nós, conseguimos mais facilmente perceber as mudanças, com mais empatia e percepção.

Mas, a velocidade de transformação da tecnologia, dos novos meios de comunicação e dos recursos tecnológicos põe em risco a eficácia, também, dos bons profissionais.

Em menos de quatro anos de existência já se passou mais de 10 bilhões de mensagens pelo twitter. São criados hoje 50 milhões de tweets por dia.

Você sabe o que é twitter e sua importância na comunicação e interatividade das pessoas?

Você tem idéia do que as redes de relacionamento estão fazendo na comunicações entre as pessoas e quais as conseqüências na vida de todos nós?

Como está sua comunicação por e-mail?
Quero apenas compartilhar uma experiência profissional.

Há 8 anos fui contratado pela UOL para realizar palestras em road shows pelo Brasil. Na qual eu fazia uma palestra motivacional sobre comunicação e atendimento eficaz (As 7 Fases da Venda).

Você sabe qual foi o publico alvo?
Contadores e revendas de produtos de informática.

A equipe da UOL em seguida explicava que havia um novo meio para se comunicar e passar documentos, o e-mail, e assim todos os contadores e revendedores de informática poderiam apresentar aos seus clientes a UOL e criar um novo canal de comunicação entre eles.

E-Mail? O que é isto?
Ter um provedor? Por quê?

Não vou esticar o assunto, pois quem não tem e-mail hoje, no mínimo , como pessoa ou profissional,está levando uma vida reclusa ao seu mundinho.

Há algumas áreas onde a presença pessoal é importante como a dos profissionais liberais (médicos, engenheiros, advogados) e outras áreas ligadas a vendas, como o corretor de imóveis, seguros etc.

Estes excelentes profissionais correm o risco de sem uma comunicação que utilizem os recursos da tecnologia moderna comprometam a expansão e divulgação de suas atividades.

O risco é que todo espaço vazio será ocupado.

Entretanto, quero deixar um alerta bem claro.

Há os profissionais que dominam a forma de utilizar os meios de comunicação de forma excelente, mas não tem a essência profissional que só conhecimento, experiência e vocação trazem. Há os que não tem ética e são carreirista que utilizam em todos os campos a propaganda enganosa. A modernidade em si não é garantia de um bom serviço profissional.
Assim como o crime organizado se profissionalizou precisamos estar atentos

O caminho de desenvolvimento da humanidade é assim passo a passo e com riscos.
O recado que quero dar aos meus amigos é que se modernizar nos processos de comunicação por rede, adotar os novos meios que a tecnologia oferece não é modismo, é uma necessidade de sobrevivência.

Você vai sobreviver profissionalmente?

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Nasce um novo negociador

Ao clicar sobre as fotos elas abrirão em resolução máxima.

Ao compartilhar conhecimentos, vivencias e experiências, vamos criando novos conceitos e identificando um novo perfil de profissional na área de compras.

Foi o que ocorreu no ultimo curso “Negociação em Compras” em Porto Alegre, realizado em 08/10/2009, na Camara Brasil Alemanha.

A maioria dos participantes são responsáveis pelo suprimento, logística e alimentação dos setores produtivos e tiveram suas carreiras iniciadas em PCP, em produção ou área do sistema da qualidade.

Alguns dos profissionais, começaram suas atividades em vendas e outros em área administrativa com conhecimento de T.I, pois atuam e evoluem em “pregões eletrônicos”.

Gostaria de começar com uma conclusão, que o grupo sedimentou a partir de provocações minhas e através de trabalhos de grupos e perguntas sempre abertas.

A empresa moderna pratica uma filosofia de transformação kaisen, ou melhor, está criando sempre valores agregados aos seus produtos, serviços e soluções em resposta as necessidades e expectativas reais, mutantes e futuras de seus clientes, ao mesmo tempo, oferece preços competitivos e, portanto, menores, além de uma qualidade melhor.

Antecipar as expectativas mutantes dos clientes e ter uma gestão de custos que elimine desperdícios e premie qualidade de processos e produtos é o grande desafio do século XXI.

Neste cenário, e levando em conta o valor do dólar no dia do curso R$ 1,73, os participantes colocaram suas realidades do momento.

- Empresa que só exporta e pretende entrar no mercado nacional;
- Empresa que atua no mercado nacional, mas tem quase toda compra de matéria prima importada;
- Empresa pública que atua dentro da legislação e regulamentações específicas;
- Empresa de tecnologia de ponta que exporta e atende ao mercado nacional e está em fase de fusão;
- Empresa multinacional familiar, que está se profissionalizando com estratégias e estruturas organizacionais européia;
- Empresa tradicional no mercado nacional que iniciou sua exportação para mercados mundiais;

Estas e outras colocações foram muito ricas, o que permitiu e reforçou a visão de todos sobre estratégia.

Os profissionais hoje, precisam ter visão estratégica, de futuro e conhecer bem o core business (qual é o negócio da empresa), o mercado em que atua e o que os clientes esperam dos serviços, dos produtos e das soluções de suas empresas e quanto estão dispostos a pagar.
Ou seja, se eu não sei para onde vou tudo que faço perde o sentido.

A estrutura hierárquica em muitas vezes é limitante e sufoca o desenvolvimento profissional.

Aqui, percebi de alguns participantes, uma visão clara de oportunidades e riscos que tem pela frente, mas que conflitam com as diretrizes e ordens que recebem.

Administrar estes conflitos para o bem da empresa foi a dica dada.
Bater de frente não resolve ou “executar e que se dane as conseqüências”, não é um bom caminho.

Negociar, negociar, negociar. Ufa!!! Com os “chefes”.

Falando agora em exportação, conversou-se muito das várias formas de se negociar e das diferentes realidades, negociar com o japonês, o chinês, o coreano, o americano, os vários europeus.

Entender o ponto de vista do outro e aceita-lo como dado de realidade, é o ponto de partida para se estabelecer o diálogo.

A realidade é percebida de maneira diferente por cada pessoa deste mundo.

Mas, estratégia, em poucas palavras, “é de onde estou e para onde vou”.

O profissional de compras precisa conhecer profundamente seu cliente interno, aquele que usa os produtos, serviços e soluções que adquire.
Saber exatamente o que se precisa, quanto, para que, e quando. Conhecer o PCP, o processo produtivo e o sistema de qualidade.

O enfoque, entretanto, que trabalhamos neste curso em conjunto e o que mais vai dar trabalho é formar novos fornecedores e parceiros.

Temos que ter uma política aqui, também, Kaisen, queremos produtos, serviços e soluções melhores e a preços menores.

Precisamos ser claros e diretos nisto aos nossos fornecedores, parceiros, stakeholders e para tal, precisamos conhecer os fornecedores, visita-los, orienta-los, ajuda-los para que o objetivo seja deles, também.

Entretanto, se o fornecedor não tiver rentabilidade que dê sustentação ao seu negócio e o esprememos a tal ponto de fechá-lo, estamos matando a galinha dos ovos de ouro.

Precisamos ensinar aos novos e antigos fornecedores como participar de um “pregão eletrônico”, como apresentar suas soluções e serviços a nós, como eliminar desperdícios, como melhorar a produtividade e como ter uma política de qualidade com processos e certificação de ISO. Precisamos ser seus consultores de produtividade, custos e qualidade.

Ficar apenas esperando os fornecedores é ir limitando, diminuindo e reduzindo o leque de parceiros e stakeholders.

Gostaria apenas, de sintetizar e concluir, pois fomos, nestas 8 horas de trabalho, muito mais a fundo.

O novo negociador ou “gerente de negócios” é muito mais do que um pechinchador de preços, e tem muitas habilidades que devem ser melhoradas.

- Ter visão do negócio e do mercado, e de futuro;
- Conhecer muito o mercado em que atua;
- Conhecer os produtos, serviços e soluções de sua empresa;
- Gostar de gente, de comunicar-se e de se relacionar pessoalmente;
- Ter vivencias nas áreas internas, PCP, produção, qualidade;
- Conhecer custos internos para avaliar soluções adequadas;
- Gerenciar redução de estoques intermediários e garantir giro e just time.
- Ter vivencia internacional e dominar mais de duas línguas;
- Avaliar bem seu desempenho.

No curso trabalhamos este ultimo item, com mais profundidade e passamos aos participantes as “7 Fases da Compra” como um processo, para que possam fazer 3 avaliações de desempenho por dia . Em 10 minutos de cada avaliação é possível transformar três atendimentos reais em cases de auto conhecimento.














Fiquei feliz por que tenho percebido e constatado a evolução destes profissionais a cada curso e o reconhecimento de muito mais valor por parte das empresas a estes negociadores nas suas estratégias.

Este grupo com o qual convivi é formado por excelentes profissionais e pude como aprendiz que continuo sendo, ter saído melhor do curso.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Quando os Deuses se Encontram

Na vida de todos nós existem momentos mágicos e viajamos para outros planos.

Nossos pés deixam o sólo, nossas mentes flutuam e nossas almas tomam conta de nossos corpos. Dia 13 de agosto em São Paulo, às 20h00min no Itaim - Bibi, exatamente no teatro CIEE tive a felicidade de assistir ao encontro de dois deuses em um espetáculo ao som divino da jovem “Orquestra Bachiana Filarmônica”. João Carlos Martins e Chris Brubeck.

Já me emocionei com alegria interior e felicidade plena muitas vezes, mas nenhuma como esta.

Estava a 3 metros, bem no centro na terceira fila, assistindo a apresentação desses deuses e seus jovens arcanjos que tocavam na orquestra.

Nesses momentos se sente de forma vivenciada o valor do cumprimento entre duas pessoas usado pelos indianos. Namastê, ou seja, o Deus que está em mim cumprimenta o Deus que está dentro de você.

A música transforma esta reverência aos dois artistas, em um momento divino, único e eterno.

Na primeira parte do espetáculo João Carlos Martins, com seu encanto e simpatia contagiante de um ser alegre e feliz, vestido na elegância de sua postura e traje de maestro, rege a Orquestra Bachiana Filarmônica.

A cada movimento, a cada música e regendo com a alma, seu Deus Interior vai dominando o simples ser humano. O ambiente e a sintonia a todos transformam.

A Sinfonia Número 40 em sol maior de W. A. Mozart e em seu caminhar Allegro Moito, Andante, Menuetto, Allegretto, Trio, Allegro Assai nos leva a um estado de contemplação.

Na segunda parte entra em cena com seu jeito de meninão descontraído e o sorriso contagiante Chris Brubeck com o trombone.

João Carlos Martins rege o segundo movimento e em seguida o primeiro movimento do Concerto para Trombone de autoria de Chris Brubeck.

É um show de talentos e alegria.

A seguir Chris Brubeck com sua guitarra nos leva ao Jazz, Blues e Folk e a orquestra o levita.

João Carlos Martins, no momento seguinte, toca ao piano acompanhado pela orquestra, uma obra de Chris em homenagem a Johann Sebastian Bach demonstrando a profunda formação clássica de Chris.

Chris assume agora o piano e com a orquestra encantada ao fundo dá um show especial de Blues e Jazz. Ele canta suas composições, larga o piano, toca trombone e volta ao piano. Belo show. Para terminar com chave de ouro, João Carlos Martins ao piano e Chris ao trombone dão um espetáculo dos deuses.

Programa:
- Black Blue.
- Unsquare Dance.
- Blue Rondo para Orquestra e Piano.
João Carlos Martins ao piano.
Chris Brubeck arranjos.

Mais de 5 minutos de aplausos foi muito pouco para o melhor show que assisti em minha vida.

São momentos como estes que nos tiram da planície de vaidades, egoísmo e falsidade vivida pela maioria dos políticos que matam seus deuses internos em nome da ganância, do poder e da arrogância.

Uma boa semana para vocês.

terça-feira, 19 de maio de 2009

A Liderança Eficaz em Tempos de Crise

O texto que segue deu inicio a um debate no dia 11 de maio em São Paulo no Hotel Quality Imperial Hall, com aproximadamente 100 empresários e os palestrantes Deputado Federal Arnaldo Jardim e o Deputado Estadual Davi Zaia. Este evento foi orgnizado e presidido por Marcelo Cypriano a quem agradeço o convite. Foi um rico aprendizado que trabalharemos em outro texto. Creio, vale a pena ler e refletir, levando em conta o momento que vivemos. Obrigado. Coragem e boa leitura.


A melhor maneira de destruir um ponto de vista é transformá-lo em dogma ou verdade. Esta frase de Schumpeter nos alerta para estarmos abertos à 6 bilhões e 500 milhões de pontos de vistas diferentes sobre a terra. É minha intenção trazer alguns pontos de vista para que sejam discutidos, refletidos e gerem diálogo e entendimento.

Querendo ou não somos parte de vários processos.
Todos eles têm início, meio e fim.
Nossa vida.
Nossa atividade profissional.
As empresas.
A sociedade brasileira.
Nosso país.
O mundo em que vivemos.

As mudanças são contínuas e há sempre uma relação de causa e efeito.
Cada ação ou atitude de cada um de nós tem conseqüências. Colhemos hoje o que plantamos antes. Colheremos o que estamos plantando hoje. Nada é estático, permanente, definitivo nos vários processos que estamos inseridos. Tudo é passageiro. Vivemos mudanças contínuas.

Entretanto, Arthur Koestler quando nos brindou com sua Teoria dos Holons nos mostrou que o único equilíbrio que existe é o equilíbrio de hoje. O mundo está sempre em equilíbrio. O equilíbrio de ontem já não conta mais. O equilíbrio de amanhã será novo e imprevisível, pois amanhã será um outro dia. Assim todos nós, como agentes de mudanças que somos, teremos que estar atentos ao momento que vivemos, nos vários processos que estamos inseridos.

Ter consciência de que este equilíbrio é dinâmico, instável e passageiro é viver aqui e agora. Aceitar e ver a realidade e as coisas como elas são é o pulo do gato. Ter calma, serenidade, compreensão são virtudes a serem cultivadas. Atuar com liberdade, com estratégia e uma atitude pró-ativa, conseqüente e preventiva irá fazer a diferença.

Entretanto, nos lembremos de Machiavelli:
“Não há nada mais difícil de se levar, mais perigoso de conduzir do que liderar a introdução de uma nova ordem de coisas, porque a inovação tem como inimigos todos aqueles que estão bem nas condições anteriores e aliados os que podem se dar bem sob as novas condições.”

Fica, também, a lembrança de Jimmy Carter, um líder até hoje atuante por um mundo melhor e mais justo.

“Toda mudança significativa encontra resistência.”.


A velocidade das informações em tempo real e a globalização do sistema financeiro e do mercado, já é uma realidade observável e patente. O sistema financeiro hoje é universal e estabelecido de forma irreversível. Os vasos comunicantes do dinheiro fluem entre si, quando por falta de crédito estes vasos se obstruem temos o enfarto e há o risco da quebra do sistema com o estrangulamento de toda a economia.

Hoje todos os presidentes de Banco Central do mundo estão tentando manter o fluxo do dinheiro. O que se tenta recuperar?
Uma coisa que se chama crédito, pois a falta de crédito é a causa do bloqueio das artérias e veias do dinheiro.
Porque não há crédito?
O que está nos levando a esta situação agora?
Aí vamos para a causa de tudo.
Não há crédito se não houver confiança.
O grande problema hoje é a falta de confiança e a causa foi a quebra do bom senso, da transparência e se dar crédito fictício e podre para se ganhar mais.

A ganância falou mais alto.

As entidades que ludibriavam as regras já quebraram ou estão quebrando. A economia mundial se fragilizou e está vivendo um enfarto, também.

Vai se levar algum tempo ainda até haver novas regras, se recuperar a confiança e estabelecer-se crédito real e o dinheiro cumprir o seu papel de poder de compra no dia a dia.

O atual sistema está falido.

Há necessidade de se criar um novo sistema, um novo processo, novas regras.

A matéria prima para a melhoria de todos os processos que estamos inseridos é a confiança. Haverá neste ajuste muitas quebras e efeitos danosos que atingirão a todos nós nos processos que estamos inseridos.

O risco da pandemia de Influenza A – vírus A (H1N1) é um outro fato que mostra que vivemos em uma aldeia global e tudo está interligado.

Expandir a consciência de que estamos sempre no mesmo barco e correndo os mesmos riscos poderá ser um cenário favorável a se criar um clima e ambiente de respeito e universal, fundamentados em regras que surjam de um diálogo e negociações transparentes, simples e justas.



Costumo muitas vezes mostrar que um processo mundializado, como Augusto Boal gostaria de dizer é o futebol. Dois bilhões de pessoas acompanharam pela TV uma final da Copa do Mundo. Nós acompanhamos os campeonatos espanhol, inglês, italiano, alemão.
Um indiano acompanha o campeonato paulista.
Por quê?
Porque há regras claras e iguais. São poucas e simples. Todos entendem e falam a mesma língua. Onde há regras todos se entendem, participam e fazem sua parte. Esta é a grande razão do sucesso do futebol.
Jogadores, gandulas, juiz, técnico, torcedor sabem quais são seus papéis.
Quem muda as regras? Pois elas também, vivem mudanças contínuas. Quem as muda é o torcedor enchendo ou esvaziando os estádios. A Fifa as homologa.

A saúde pública precisa ter regras claras e o saneamento básico ser ação de todos.
O mercado financeiro precisa ter regras claras e transparentes e os agentes serão todas as nações do mundo. Entretanto, para se concretizar estas ações e movimentos há a necessidade de termos líderes que conheçam a essência das necessidades e expectativas de suas populações e sejam representantes autênticos destes anseios.
O poder pelo poder não leva a nada.

Novos tempos, novas estratégias, novas lideranças.

“Caminante no hay camino, lo camino se hace al caminar”. Antonio Machado.

Tudo o que sabemos nos trouxe até aqui. Os velhos processos, os velhos sistemas já se esgotaram.

Lembrando os ensinamentos de Igor Ansoff, o pai da administração estratégica. Há um novo cenário com riscos e oportunidades.
"Estratégia é saber onde estamos e para onde queremos ir."
Se o velho mestre estivesse vivo diria hoje que o cenário é de instabilidade, o nível turbulência 6, o modelo de sucesso criação de novas soluções, novos negócios pela simplificação e transparência e o gestor um líder pró-ativo e facilitador.
A liderança compartilhada com os liderados quer nos parecer é a luz que poderá dar continuidade ao processo de desenvolvimento da humanidade e criar clima de harmonia para que cada ser humano possa exercer o seu processo pessoal e único de evolução. O líder forma novos líderes. A sociedade só evolui quando seus membros evoluem.

Crescer não é evoluir.
Crescer é ficar maior.
Evoluir é ficar melhor.

Evoluir é ter cidadãos inseridos, educados, dignos. É ter distribuição de riqueza justa.
O nosso processo assistencialista mantém a péssima distribuição de renda, tira a dignidade e oportunidade de evolução e inclusão dos cidadãos e é usada como instrumento político para se manter no poder.

Existem momentos em que ter consciência da dimensão exata do que eu e você vivenciamos no dia a dia nos dá uma sensação de que nossas ações, atitudes e pensamentos não têm importância nenhuma no contexto maior. Assim, nos conformamos em seguir a maré e as correntes e deixar as coisas para lá. Vamos nas ondas para onde elas vão e perdemos o sentimento de indignação, valores e ética.

Existem outros momentos em que temos a sensação de que somos o oceano, pois fazemos parte dele e temos a consciência de que influímos nestes movimentos e uma sensação de que nossas ações, atitudes e pensamentos têm muita importância no contexto maior. Assim ao negar a seguir a maré e as correntes podemos influir no processo como agentes de mudanças.
O mundo está em guerra e o mundo é nosso oceano.

Egoísmo x Colaboração
Ganância x Solidariedade
Interesse pessoal x Interesse Comunitário
Mentira x Transparência
Corporativismo x Cooperativismo
Capitalismo e Consumismo x Responsabilidade Social
Destruição da natureza x Ecologia Sustentável
Lucro como objetivo x Lucro como conseqüência
Gestão por Conflitos x Gestão Participativa
Fundamentalismo x Tolerância
Ditadura x Democracia
Imposição x Liberdade
Crime Organizado x Ética e Respeito
Chefe x Líder

Essas forças positivas e negativas estão dentro de cada um de nós. Aqui me lembro de quando se fez uma pergunta ao Dalai Lama em sua visita a Curitiba.
Qual delas irá ganhar a luta?
Ele respondeu que dentro de nós há dois cachorros brigando um mau e assassino e outro bom e companheiro. A resposta do Dalai Lama foi – “Irá vencer aquele que você melhor alimentar e cuidar”.

Em minha percepção, é principalmente nas empresas e instituições que esta luta se trava hoje e influenciará as comunidades, as famílias e as pessoas.

Assim as competências que se desejam aos talentos das empresas que farão a diferença são:

Estar à disposição do outro;
Saber ouvir;
Ser pró-ativo;
Tomar a iniciativa;
Decidir sem medo de errar;
Saber aprender;
Respeitar e ter boas relações no trabalho;
Trabalhar em equipe e solidariamente;
Liderar compartilhando a liderança;
Ser criativo;
Ser autentico e transparente;
Estar preparado e capacitado.

Vamos cada um de nós fazer a diferença.
Uma nova Era começa.
O processo evolutivo do homem e da sociedade continua.
E por mais insignificante que cada um de nós pareça ser, somos agentes e líderes da mudança.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Meu mundo caiu!

A sensação de inquietude que domina a todos nós é de medo contagiante.

A GM americana quebrou faz muito tempo. A sua sobrevida nos últimos anos se fez a um custo enorme. Nesta fase terminal em que o Estado, leia-se os contribuintes, a mantém financeiramente em coma induzido em nome da garantia de empregos, é uma atitude hipócrita, protecionista e suicida.

Não existe “enfarte fulminante” , se leva anos se criando as condições para tal.
Michael Lewis e David Einhorn em artigo do New York Times, publicado no Estado de São Paulo de 11 de dezembro de 2008, “O fim do mundo financeiro que conhecemos e como consertar um mundo quebrado” mostra em como estamos ainda tentando salvar coisas, instituições e empresas que já morreram.
O artigo deixa claro que a pirâmide financeira montada por Bernard Madoff poderia ter sido desarmada há nove anos. A Exchange Commission (correspondente a Comissão de Valores Imobiliários) foi alertada por documento produzido por Harry Markopolos, ex diretor de investimentos da Rampart Investment Management, que durante nove anos tentou mostrar a fraude. Pela estratégia declarada era não só improvável, mas matematicamente impossível se ter os resultados que eram obtidos.
Mas aqueles que estão ganhando ou levam vantagem com a fraude ficam insensíveis a qualquer realidade que os tire da zona de ganho ou conforto. Aqui hipocrisia e ganância começam a falar mais alto.

Creio que o “Estado Brasileiro” apoiado nos 3 poderes que deveriam se complementar, colaborar e serem independentes para ajudar na construção na Nação Brasileira e trabalhar para todos nós cidadãos e contribuintes que formam o povo brasileiro, passou por troca de interesses pessoais e gangs dos atuais e antigos ocupantes a destruírem a estrutura e organismos gestores da Nação Brasileira. Isto ocorre nos 3 níveis: federal, estadual e municipal.
Estamos novamente às vésperas de uma grande quebra do Estado Brasileiro, pois a classe dominante comandada pelo nosso presidente se prevaleceu do:
1 – “Boom financeiro” de seis anos da Economia Mundial;
2 – De um território extremamente rico;
3 – De um povo tolerante e crédulo (grande maioria mantida ainda como escravos através de esmolas assistencialistas, sem direito a educação, saúde, moradia e saneamento básico decentes e dignos) e;
4 – Uma economia moderna, pujante, criativa, mas garroteada por impostos que chegam a 40% do PIB e a maior taxa de juros do mundo que inviabilizam capitalização e novos investimentos.

O que ocorreu e está ocorrendo de fato nos últimos anos?
- A máquina estatal se inchou e se transformou em cabide de empregos;
- A corrupção se expandiu de forma endêmica;
- As reformas necessárias não foram feitas;
- Os investimentos em educação, saúde, saneamento básico, infra-estrutura, não foram realizados;
- O sistema de gestão (herança maldita) foi mantido, engessado, centralizado, burocratizado e estatizado.
- A única coisa importante é se manter no poder.
Mas como a marola não chegou e os índices de aprovação estão lá em cima o fenômeno “Exuberância Irracional” corrompe aqueles que estão ganhando ou levam vantagem com esta grande fraude e status quo os tornaram insensíveis a qualquer realidade que os tire da zona de poder, de ganho e conforto.
Aqui hipocrisia e ganância também falam mais alto.

Resta-nos a oportunidade de criar um novo mundo.
Vamos estar atentos amanhã a posse na Presidência dos EUA, quem sabe novas lideranças como Barack Obama possam surgir no mundo e por aqui, enquanto Lula, Chaves, Evo Morales, ficam tentando criar formas de se reelegerem ad eternum.

Há três dias atrás em um jantar aqui em Florianópolis, um jovem professor universitário da UFSC ao conversarmos foi duro comigo ao perguntar:
- Esta sua geração que está no poder, o que vai nos deixar?
Arrepiei e declarei. “Não queiram Dilma e nem Serra. Será ficar na mesmice, sem renovação e esperança de transformação para melhor.Eles ainda estão nos anos 60”.
“Mas onde está sua geração que não aparece?” perguntei.
Ele me disse que a censura e a falta de oportunidades hoje no Brasil é tão grande quanto na ditadura, pois é dissimulada e nem todos querem ser sindicalistas e políticos corruptos, só os oportunistas sem ética. É triste.
Durma-se com um barulho deste e saí da festa para assistir o último capítulo da minissérie da “Maysa – Quando fala o coração”, dirigida de forma brilhante pelo seu filho, o cineasta Jayme Monjardim.