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sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Você já era? Você está preparado para começar de novo?

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Todos nós gerenciamos bem ou mal nossa carreira profissional, nosso orçamento, nossa empresa (pequena, média ou grande), nossa renda, nossas reservas (ou nossa falta delas) e dívidas já contraídas.

Todos nós somos importantes agentes de mudanças por nossos pensamentos, desejos ou ações; e construímos hoje o nosso amanhã.

Permito-me fazer aqui algumas reflexões com todos, em especial com cada um de vocês.

Reflexões que fiz comigo mesmo, colocando-me na minha individualidade e como parte do todo que formamos.

O retiro espiritual que fiz em Campos do Jordão, na Comunidade de CAFH de 10 a 16 de julho, caminho do qual participo desde 1980, me inspirou e reforçou as colocações pessoais que faço agora.

(1)Visite o site de CAFH, o link está logo abaixo do artigo.




A primeira reflexão é a constatação de que eu já era.

Sim, realmente estou convicto eu já era.

Tudo que sei me trouxe até aqui, mas repetir o que sei, será ficar no caminho conhecido, com um risco da mesmice ou de estar na zona de conforto.

(2) Leia depois o artigo "Você vai sobreviver profissionalmente?"

Preciso ter uma expansão da consciência que me permita um melhor auto-conhecimento que me ajude na transformação pessoal, que me traga mais conforto, tranquilidade, paz, recursos para superar limites em harmonia e refletindo positivamente nos outros, no ambiente e no mundo. Preciso ser egoente.

Ser egoente é ser consciente de si e de sua relação com o todo, discernindo a forma de responder à responsabilidade que implica esta consciência.

O ser egoente ao estar bem naturalmente ajuda aos outros a estarem bem. Cria-se um clima de dignidade e prosperidade.

(3) Leia depois o artigo "Ética no mundo digital"

Mas como fazer nascer dentro de mim este ser egoente, se o ser egoísta há muito ocupou o espaço com seu tudo querer e que se danem os outros?

Primeiro, aceitar que o meu ser egoísta é real. Quero ter sem esforço, quero o lucro fácil, quero dar ordens e impor meus pontos de vista. Mas ao mesmo tempo por conformismo e fraqueza, acho que nada tenho com a corrupção, com a bandalheira e com os políticos.

Creio que o meu lado egoísta me levou ao pior dos mundos e aceitou situações como: “Os políticos são todos iguais.”, “Este país não tem mais jeito.”, “É melhor votar no menos pior.”, “As maquinas político-partidárias dominam e são fortes. É inútil ir contra ”, “Não há mais o que fazer.”, “O crime organizado e os políticos se alinharam e dominam o país”.

Assim será que passei do desencanto ao descrédito?

A vida continua e as minhas atividades tenho que as fazer, o país que vivo é o Brasil, tenho família e compromissos.

Sim, nesse contexto ficou claro que eu já era, uma boa parte de nós já éramos.
Agora, como recomeçar?

Tentei responder algumas perguntas internas.

Como estou comigo mesmo? Qual a minha realidade? Qual a realidade política, econômica e social do Brasil? O que está acontecendo no mundo?

Neste contexto pude colocar as coisas na seguinte ordem: Onde estou? Quais as minhas virtudes e fraquezas? Quais as alternativas de caminhos? Quais os primeiros passos?

Creio que estou bem comigo mesmo. Estou em paz e tranquilo para começar tudo de novo.

Minha realidade é igual a da maioria das pessoas. Preciso estar me atualizando, me capacitando e me adequando ás mudanças das tecnologias, dos hábitos e da evolução que me rodeia.

Preciso estar atento as armadilhas do ufanismo, a falsa promessa e demagogia. Reconhecer a propaganda enganosa e a dissimulação de muitos falsos líderes.

Preciso desenvolver mais a capacidade de ter compaixão, participar e me incluir nas atividades que me proponho.

A realidade brasileira é a de um País em transformação, mas esse continua um País perverso com uma das piores distribuições de renda, péssimos serviços públicos e preso a um corporativismo indecente, desonesto e incapaz de criar condições de inclusão com dignidade para a maioria da população.

É um País onde tudo está para ser feito e dar certo.

O mundo continua, também, a se desenvolver. Fica mais globalizado e enfrenta uma crise financeira que o levará a encontrar soluções. Uma nova ordem no sistema financeiro.

O mundo está às vésperas de sua maior revolução: O uso adequado da internet como base de novos aprendizados, conhecimento e aplicações.

O mundo ficou pequeno e próximo para guerras, ambientes para ditaduras, repressões, perseguições em massa e mesquinharias nas relações sociais.

(4) Leia depois o artigo "Sei que Eu e Você Somos Gotas no Oceano"


O mundo está melhor.

Assim estou me preparando, aos 68 anos de idade, para iniciar uma nova atividade. Esta tem como missão preparar a nova geração para um mundo melhor, a capacitando para estar incluída como agente de comunicação e de mudanças na globalização.

Os aprendizados dos últimos 40 anos sempre foram prazerosos e úteis a mim, a quem prestei serviços como consultor de empresas, e à sociedade em geral. (Pelo menos acho que tentei e algo fiz).

É meu propósito continuar a participar e estar incluído no processo de evolução com entusiasmo.

Isto me permite estar aberto a entender, compreender e aprender com a nova geração que está começando.

Aguardem as novidades para breve e Entenda seu Mundo.

Links dos artigos relacionados, e que sugeri que leiam:

(1) CAFH www.cafh.org
(2) Artigo "Você vai sobreviver profissionalmente?"
(3) Artigo "Ética no mundo digital"
(4) Artigo "Sei que Eu e Você Somos Gotas no Oceano"

terça-feira, 16 de março de 2010

A gestão compartilhada

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O trabalho de equipe se destaca pelos resultados, e na operação os participantes são flexíveis, criativos, objetivos atuando cada qual no seu papel.

Percebe-se que líder é aquele que está com a bola, ou seja, com o cliente.

Todos passam então a ser solidários e atuam apoiando o líder do momento.

Lembrem-se de que em uma equipe participativa e integrada todos são lideres, basta prestar atenção quem é o lider da vez.

É claro que durante o jogo ou no desempenho nas atividades organizacionais e comerciais percebe-se que por trás tem alguém que preparou e treinou a equipe. O técnico, o gerente, o supervisor. Com certeza atuou como coacher.

Este alguém que soube ensinar corretamente as tarefas e passar a autonomia de forma vivenciada e comprometida soube através de seu entusiasmo passar segurança e conseguir do grupo comprometimento.

É claro que a boa equipe erra e muitas vezes não alcança resultados, perde o jogo.

Faz parte do processo de aprendizado durante o treinamento identificar se faltou foco, concentração , ritmo ou se relaxou no momento inadequado por excesso de confiança.

A zona de conforto é um perigo para qualquer empresa, time ou equipe.

Quando as coisas se tornam mais fáceis, o normal é descontrair, relaxar. Aí mora o perigo.

O que diferencia um profissional de um amador é o treinamento. Profissional é aquele que está sempre treinando.

Há o treinamento do conjunto, coletivo. As técnicas são muitas. Nas empresas os role playings, os trabalhos de grupo com a técnica Philips 66 ou dinâmicas lúdicas.

Há os treinamentos individuais. Fazendo uma comparação com o futebol como bater faltas ou treinar defesas para apurar características ou superar falha como a de chutar com um pé apenas. Avaliar seu desempenho transformando 3 atendimentos realizados por dia com o cartão das 7 Fases da Venda ou se preparando para uma reunião foram pontos fortes do treinamento.

O profissional consciente, através do treinamento, se supera e se completa para atuar no grupo, na equipe.

Na semana passada com 24 profissionais de sete diferentes organizações atuamos por 16 horas em equipe e criamos um só time, no curso Comunicação e Liderança Eficaz realizado na AEMFLO/CDL em São José - SC.

Trabalhamos a essência da comunicação de cada um consigo mesmo e com os outros utilizando técnicas e conceitos como Análise Transacional, Ensino Correto, a essência da comunicação e principalmente a busca do significado. A liderança e o conceito de que líder é aquele que é aceito e querido e exerce a sua função com diálogo, consciência e atuando como coacher, foi muito vivenciada.

Trabalhamos, também, os aspectos dos valores e da responsabilidade ética, social, comunitária e ecológica.

O resultado nas avaliações dos participantes foi de 100% de Ótimo e Bom para os indicadores de medição como ampliar e reformular conceitos e pontos de vista, aplicabilidade no dia-a-dia, ferramentas para melhorar desempenho pessoal e profissional e benefícios para as empresas dos participantes.

Creio que também fiz amigos, pois a avaliação de meu desempenho como catalisador, conhecimento do assunto e habilidade de incentivar para mudanças, foram de 100% entre Ótimo e Bom.

As fotos em si relatam a alegria de todos ao se dedicarem a algo valioso e gratificante.

O profissionalismo e a alegria vivida pelo time do Santos de hoje é gostoso de assistir.

E saibam que sou são-paulino.

A administração participativa e a gestão compartilhada além de resultados surpreendentes criam um clima de solidariedade, alegria e crescimento interior de todos.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Nasce um novo negociador

Ao clicar sobre as fotos elas abrirão em resolução máxima.

Ao compartilhar conhecimentos, vivencias e experiências, vamos criando novos conceitos e identificando um novo perfil de profissional na área de compras.

Foi o que ocorreu no ultimo curso “Negociação em Compras” em Porto Alegre, realizado em 08/10/2009, na Camara Brasil Alemanha.

A maioria dos participantes são responsáveis pelo suprimento, logística e alimentação dos setores produtivos e tiveram suas carreiras iniciadas em PCP, em produção ou área do sistema da qualidade.

Alguns dos profissionais, começaram suas atividades em vendas e outros em área administrativa com conhecimento de T.I, pois atuam e evoluem em “pregões eletrônicos”.

Gostaria de começar com uma conclusão, que o grupo sedimentou a partir de provocações minhas e através de trabalhos de grupos e perguntas sempre abertas.

A empresa moderna pratica uma filosofia de transformação kaisen, ou melhor, está criando sempre valores agregados aos seus produtos, serviços e soluções em resposta as necessidades e expectativas reais, mutantes e futuras de seus clientes, ao mesmo tempo, oferece preços competitivos e, portanto, menores, além de uma qualidade melhor.

Antecipar as expectativas mutantes dos clientes e ter uma gestão de custos que elimine desperdícios e premie qualidade de processos e produtos é o grande desafio do século XXI.

Neste cenário, e levando em conta o valor do dólar no dia do curso R$ 1,73, os participantes colocaram suas realidades do momento.

- Empresa que só exporta e pretende entrar no mercado nacional;
- Empresa que atua no mercado nacional, mas tem quase toda compra de matéria prima importada;
- Empresa pública que atua dentro da legislação e regulamentações específicas;
- Empresa de tecnologia de ponta que exporta e atende ao mercado nacional e está em fase de fusão;
- Empresa multinacional familiar, que está se profissionalizando com estratégias e estruturas organizacionais européia;
- Empresa tradicional no mercado nacional que iniciou sua exportação para mercados mundiais;

Estas e outras colocações foram muito ricas, o que permitiu e reforçou a visão de todos sobre estratégia.

Os profissionais hoje, precisam ter visão estratégica, de futuro e conhecer bem o core business (qual é o negócio da empresa), o mercado em que atua e o que os clientes esperam dos serviços, dos produtos e das soluções de suas empresas e quanto estão dispostos a pagar.
Ou seja, se eu não sei para onde vou tudo que faço perde o sentido.

A estrutura hierárquica em muitas vezes é limitante e sufoca o desenvolvimento profissional.

Aqui, percebi de alguns participantes, uma visão clara de oportunidades e riscos que tem pela frente, mas que conflitam com as diretrizes e ordens que recebem.

Administrar estes conflitos para o bem da empresa foi a dica dada.
Bater de frente não resolve ou “executar e que se dane as conseqüências”, não é um bom caminho.

Negociar, negociar, negociar. Ufa!!! Com os “chefes”.

Falando agora em exportação, conversou-se muito das várias formas de se negociar e das diferentes realidades, negociar com o japonês, o chinês, o coreano, o americano, os vários europeus.

Entender o ponto de vista do outro e aceita-lo como dado de realidade, é o ponto de partida para se estabelecer o diálogo.

A realidade é percebida de maneira diferente por cada pessoa deste mundo.

Mas, estratégia, em poucas palavras, “é de onde estou e para onde vou”.

O profissional de compras precisa conhecer profundamente seu cliente interno, aquele que usa os produtos, serviços e soluções que adquire.
Saber exatamente o que se precisa, quanto, para que, e quando. Conhecer o PCP, o processo produtivo e o sistema de qualidade.

O enfoque, entretanto, que trabalhamos neste curso em conjunto e o que mais vai dar trabalho é formar novos fornecedores e parceiros.

Temos que ter uma política aqui, também, Kaisen, queremos produtos, serviços e soluções melhores e a preços menores.

Precisamos ser claros e diretos nisto aos nossos fornecedores, parceiros, stakeholders e para tal, precisamos conhecer os fornecedores, visita-los, orienta-los, ajuda-los para que o objetivo seja deles, também.

Entretanto, se o fornecedor não tiver rentabilidade que dê sustentação ao seu negócio e o esprememos a tal ponto de fechá-lo, estamos matando a galinha dos ovos de ouro.

Precisamos ensinar aos novos e antigos fornecedores como participar de um “pregão eletrônico”, como apresentar suas soluções e serviços a nós, como eliminar desperdícios, como melhorar a produtividade e como ter uma política de qualidade com processos e certificação de ISO. Precisamos ser seus consultores de produtividade, custos e qualidade.

Ficar apenas esperando os fornecedores é ir limitando, diminuindo e reduzindo o leque de parceiros e stakeholders.

Gostaria apenas, de sintetizar e concluir, pois fomos, nestas 8 horas de trabalho, muito mais a fundo.

O novo negociador ou “gerente de negócios” é muito mais do que um pechinchador de preços, e tem muitas habilidades que devem ser melhoradas.

- Ter visão do negócio e do mercado, e de futuro;
- Conhecer muito o mercado em que atua;
- Conhecer os produtos, serviços e soluções de sua empresa;
- Gostar de gente, de comunicar-se e de se relacionar pessoalmente;
- Ter vivencias nas áreas internas, PCP, produção, qualidade;
- Conhecer custos internos para avaliar soluções adequadas;
- Gerenciar redução de estoques intermediários e garantir giro e just time.
- Ter vivencia internacional e dominar mais de duas línguas;
- Avaliar bem seu desempenho.

No curso trabalhamos este ultimo item, com mais profundidade e passamos aos participantes as “7 Fases da Compra” como um processo, para que possam fazer 3 avaliações de desempenho por dia . Em 10 minutos de cada avaliação é possível transformar três atendimentos reais em cases de auto conhecimento.














Fiquei feliz por que tenho percebido e constatado a evolução destes profissionais a cada curso e o reconhecimento de muito mais valor por parte das empresas a estes negociadores nas suas estratégias.

Este grupo com o qual convivi é formado por excelentes profissionais e pude como aprendiz que continuo sendo, ter saído melhor do curso.