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terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Como evitar o clima de mal estar e tristeza


A essência de cada um de nós, por melhor ou pior que seja, é influenciada pelo ambiente gerando um clima de bem estar ou mal estar.

Nos países onde se observa o respeito às e das pessoas, o compromisso, o estar a disposição do outro e a liberdade de agir sem burocracia é a regra, sentimos a atitude pró-ativa, colaborativa e construtiva que gera um clima de ordem, progresso e evolução e satisfação.

Nestes países a autoridade de cada um é é expansiva aos valores comunitários e os que ocupam cargos de direção são responsabilizados pelos seus acertos e mazelas.

Quando os que ocupam cargos de direção a nada respondem, vivem deslocados dos valores comunitários e ligados a interesses escusos e criminosos e mantém o corporativismo pelo e do poder os riscos de ruptura da nação é eminente e o colapso do país é visível.

(1) Leia depois o artigo:  "Devagar com o andor que o santo é de barro"


Já vivemos este clima no Brasil há algum tempo e os indicadores educativos, de saúde, sociais, de violência, de desgoverno, de desastres ambientais, econômicos e etc já apontam esta direção e falência dos valores há mais de uma década.

O que fazer?

Que cada um faça apenas sua parte de não corromper ou deixar-se corromper.

Demonstrar sua insatisfação com tais indignidades  e agindo com dignidade e não simplesmente só atacando aqueles que agem de forma indigna.

Confiar no processo evolutivo do ser humano, mantendo harmonia, clareza de propósitos e dar o que tem de melhor para mudar o ambiente e o clima que vivemos.

(2) Leia depois o artigo:  "Brasil, o queridinho do mundo?"

Acompanhar as ações corretivas e apoiar o juiz Sérgio Moro em seu trabalho do dia a dia.

Estimular o ambiente de que haja mais investigações como Lava a Jato e que se punam a todos aqueles que estejam envolvidos, seja quem for.


Links dos artigos relacionados, e que sugeri que leiam:

sexta-feira, 20 de março de 2015

Mudança de Hábito

Todos sabemos que o adversário maior que cada um de nós têm são os próprios hábitos.

(1) Leia depois o artigo: "A Nação Brasileira Está Doente, Seu Povo Está Sendo Espoliado"

Tanto os bons quanto os ruins. Na hora de evoluir, se transformar e se adaptar a um mundo totalmente novo, precisamos sair da zona de conforto, do status quo e ir para aonde as coisas acontecem. Haja energia, vontade própria e determinação!

“O hábito não faz o monge” diz o ditado e fica aqui uma dica:
Assistam à peça musical “Mudança de Hábito” em cartaz em São Paulo, com elenco que se supera e tem a frente no papel principal Karin Hils.


Uma apresentação digna da Broadway e que traz uma mensagem de mudança pessoal de comportamento e atitude de quem se refugia em um convento.

Falando em mudanças de hábitos, ir para as ruas para de forma espontânea e organizada pelas redes sociais sem políticos e bandeiras ideológicas é um fato novo.

(2) Leia depois o artigo: "Evento debate efeitos da Crise Financeira"

Mais de dois milhões de brasileiros se manifestaram de forma alegre e natural exigindo mudanças reais de um sistema corrupto e fim da impunidade dos políticos.

É um alerta para que surja um novo Brasil mais justo e igualitário e uma oportunidade à que surjam novos líderes.

Olhando de fora e com uma visão profissional de brasilianista o analista político Peter Hakim em entrevista ao Estado de São Paulo, “Nem vai nem racha”, em 15 de março de 2015 respondeu a Ivan Marsiglia:

“Leis  e disposições constitucionais não são capazes de garantir competência, honestidade e responsabilidade por parte dos políticos. Mas é importante tentar corrigir falhas e injustiças. Mesmo que reformas nem sempre funcionem bem e, por vezes, sejam até contraproducentes, elas são necessárias em quase toda parte – e com certeza no Brasil hoje.”

(3) Leia depois o artigo: "A Crise Não Acabou... Ela Está Começando"

Fica aqui o convite saiamos da zona de conforto e vamos através de nossas atitudes construir um Brasil melhor.

Links dos artigos relacionados, e que sugeri que leiam:
(1) Artigo: "A Nação Brasileira Está Doente, Seu Povo Está Sendo Espoliado"
(2) Artigo: "Evento debate efeitos da Crise Financeira"
(3) Artigo: "A Crise Não Acabou... Ela Está Começando"

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Brasil, o queridinho do mundo?

Clique nas imagens para visualizar em resolução máxima.

É natural que estar com o ego estufado e ao mesmo tempo estar na zona de conforto leva qualquer um à sensação de estar feliz e ao mesmo tempo desatento aos riscos eminentes.



Com um país a situação se repete.

O Brasil vive um bom momento, e o nosso presidente com uma aprovação de 80% no fim do seu mandato entrou em órbita.

Lembram-se da velhinha que morreu depois de ter uma vida exemplar e santificada?
Sua alma subiu rapidamente para o céu e já ia passando pelo mesmo, não fosse São Pedro gritar e dizer a mesma.
- Fale um palavrão.
Quando chegou ao céu a velhinha reclamou de São Pedro ter dito seu único palavrão, e perguntou ao mesmo:
- Por que isto?
São Pedro respondeu:
- Porque a senhora passaria do céu e entraria em órbita.

Acredito que sua santidade Lula da Silva, provavelmente, não falará o palavrão ao receber o adeus de seus fiéis após o fim de seu mandato.

Paul Krugman
O premio Nobel de economia em 2008, Paul Krugman, em entrevista no dia 05 de setembro a Leandro Modé, do jornal O Estado de São Paulo, ao responder a pergunta:
- Qual a principal mensagem o sr. trará ao Brasil em sua visita?
E Paul respondeu:
- O Estados Unidos, Europa e Japão estão ainda em crise, apenas contiveram a fase mais aguda, mas os desafios cresceram. Há um risco de uma longa estagnação nas maiores economias e as pessoas precisam saber disto. Quanto ao Brasil ser o queridinho dos mercados financeiros é uma situação perigosa, há pouco era o México, a Argentina, a Estônia, …

O cenário de crescimento mundial que tanto beneficiou o Brasil já terminou em 2008, nosso crescimento no ano passado foi de 0%, este ano será de 7%, mas fizemos a lição de casa?

(1) Leia depois o artigo: "Meu aniversário, Grécia e Marina Silva"
O link está logo no final do artigo.

Há sustentabilidade em nossa evolução micro e macro econômica?

Quais os obstáculos esperam o presidente a ser eleito?

Suely Caldas
Suely Caldas, economista, em seu artigo de 05 de setembro no jornal O Estado de São Paulo, colocou de forma sintética as bombas a serem desarmadas:





Reforma do Estado:
É o pior legado de Lula. Para acomodar companheiros, ele duplicou o número de ministérios, gerando gastos desnecessários. Para comprar partidos aliados, loteou o governo e o Estado com políticos despreparados e a serviço de seu partido, não da população. Tirou o caráter técnico, politizou e enfraqueceu as agências reguladoras, prejudicando a eficiência da renovação e fiscalização dos serviços públicos. Com isso a corrupção prosperou e predominou em seu governo.
Seu sucessor precisa desfazer esse aparato, eliminar ministérios inúteis, capacitar tecnicamente os funcionários nas funções de planejar e regular, economizar recursos direcionando-os para saúde, educação, saneamento, segurança e programas sociais. E, já na partida, dar um freio de arrumação na distribuição de cargos, valorizando funcionários de carreiras e oferecendo à sua base aliada cargos de representação política, deixando os técnicos para quem for capacitado.

Relação com o Congresso:
Se no governo FHC já existia o toma lá dá cá, entre Executivo e o Congresso, na gestão Lula virou regra comum. Não havia uma matéria em que, para votar, deputados e senadores não cobrassem favores, cargos, liberação de verbas. Desde o mensalão, no primeiro mandato, Lula mostrou-se fraco, cedeu e foi cedendo aos caciques do PMDB e demais partidos até tornar o toma lá dá cá uma norma corriqueira.
O novo presidente precisa entrar mostrando força, invertendo essa relação perniciosa que desmoraliza a imagem do Congresso, decepciona e reforça a percepção dos eleitores de que “ali não se salva ninguém”.


(2) Leia depois o artigo: "O Brasil de 50 anos atrás e o de hoje."
O link está logo no final do artigo.

Dívida pública:
O preço do sucesso do governo Lula na economia – a expansão dos programas sociais, o crescimento econômico e geração de empregos – foi o aumento do endividamento. E não vacilou em ampliar a dívida pública para emprestar dinheiro para o BNDE, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal repassar em créditos de investimentos às empresas e à Petrobras. E a dívida bruta hoje já ultrapassa 60% do Produto Interno Bruto (PIB).
Quando era possível amortizar o valor principal, nos primeiros 6 anos de prosperidade e expansão da arrecadação tributária, Lula não o fez e preferiu optar pelo aumento dos gastos correntes. Com isto o estoque da dívida continuou subindo. O novo presidente vai enfrentar o desafio de fazer o oposto; não se limitar a pagar só juros, retomar o bom hábito de amortizar, abater o valor total e ganhar mais segurança para atravessar seu mandato com menor risco de crise.

Gastos públicos:
Organizar o que Lula desorganizou, definindo prioridades e concentrando gastos em itens que façam a diferença para a qualidade de vida da população mais pobre. Ou seja, melhorar o atendimento em hospitais públicos, capacita-los para aumentar o numero de cirurgias e ampliar o orçamento para Ministério da Saúde. Também na educação qualificar professores, reduzir o analfabetismo funcional, oferecer ensino de qualidade. E ampliar gastos também para a segurança e o saneamento básico.

Investimento em infraestrutura:
Apesar do bom desempenho econômico, Lula vai concluir seu mandato com uma taxa de investimento medíocre de 17,9% muito abaixo dos 25% necessários para garantir um ritmo sadio de crescimento econômico.
O Estado até expandiu investimentos na reta final do governo como o PAC, o programa Minha Casa, Minha Vida e a promessa do pré-sal. Mas, para atrair investimento privado em infraestrutura, o governo Lula fez tudo errado, a começar pela politização das agencias reguladoras e sucessivas mudanças em marcos regulatórios, que geram insegurança e afastam investidores. É mais um setor que um novo governante precisa virar pelo avesso para obter bons resultados.

Investimentos específicos:
Há três projetos que precisam de uma reavaliação. São a Usina de Belo Monte, o modelo da exploração de petróleo da área de pré-sal e o trem bala entre Campinas e Rio de Janeiro. Entre a concepção e a execução os três apresentaram dificuldades que a razão aconselha a reavaliação.
O investimento de Belo Monte nasceu privado e vai terminar estatal, por que dúvidas quanto a rentabilidade afastaram investidores privados.
A complicada capitalização da Petrobras para obter recursos para obter o pré-sal é apenas o começo das dificuldades que a estatal enfrentará para custear a maior parte destes investimentos. Seria o caso de o novo governo pensar em mudar o modelo e dividir este custo com outras empresas privadas.
E o trem bala, o sugador de dinheiro público de tão poucos benefícios, seria mais recomendado desistir dele e redirecionar os recursos para áreas mais carentes.

Reformas estruturais:
Por ultimo, mais de importância fundamental para a eficiência da gestão pública estão as reformas – política, tributária, previdenciária e trabalhista. Sem elas, o novo governante vai trabalhar como FHC e Lula: emperrado, limitado, e dependente das circunstâncias.





Fica aqui uma pergunta para nós.

Dos dois candidatos que restam e da nova liderança de Marina Silva, que pode contribuir, quem está melhor preparado e poderá vir a desempenhar com sucesso este novo desafio?


(3) Leia depois o artigo: "Economia de mercado, eleições e Marina Silva."
O link está logo no final do artigo.


Acredito, como ingênuo que sou, que o povo brasileiro saberá democraticamente escolher.

Da minha parte eu vou votar em José Serra neste segundo turno.




Links dos artigos relacionados, e que sugeri que leiam:
(1) Artigo: "Meu aniversário, Grécia e Marina Silva"
(2) Artigo: "O Brasil de 50 anos atrás e o de hoje"
(3) Artigo: "Economia de mercado, eleições e Marina Silva"

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Economia de mercado, eleições e Marina Silva.

Clique nas imagens para visualizar em resolução máxima.

As próximas eleições presidenciais e para governadores, senadores e deputados estão sendo influenciadas pela percepção dos eleitores em relação à evolução da economia de mercado do país. As quatro últimas eleições, também, foram.

O eleitor vota pela percepção e desejo de vir a ter uma condição de vida melhor.

É seu objetivo ter mais estabilidade econômica e possibilidade de ascensão social com melhoria do padrão de vida (conforto, segurança financeira, saúde, educação e mais oportunidades no mercado de trabalho).

A força da economia de mercado vai ditando as regras da nova sociedade brasileira.

(1) Leia depois o artigo "O Brasil de 50 anos atrás e o de hoje"

O presidente do Banco Central, Henrique Meireles, nos últimos 8 anos exerceu as funções do cargo com competência e independência partidária, ideológica ou grupo de pressões.

Sua administração gerou pela boa gestão da política monetária os fundamentos e a confiança na tão necessária estabilidade econômica e financeira, como condição si ne qua non de o Brasil ser uma democracia aceita no hall dos participantes de uma economia globalizada.

Ninguém vota mais em direita ou esquerda, socialismo ou capitalismo, a favor dos militares ou contra os militares, na social democracia, no liberalismo ou no neoliberalismo.

Vota-se nas expectativas de uma melhoria de performace pessoal, da família, do país e da comunidade. Neste contexto o próximo presidente para manter uma melhoria continua de qualidade de vida dos brasileiros e progresso econômico e social da nação terá muitos desafios.

(2) Leia depois o artigo "Meu aniversário, Grécia e Marina Silva"

O sistema de poder autocrático das velhas elites ligadas a uma sociedade ainda injusta e escravocrata está se esvaindo, apesar de ser parte importante nas atuais composições políticas. Veja quem são os candidatos aliados de José Sarney, Jáder Barbalho, Renan Calheiros, Michel Temer, Roberto Requião, Paulo Maluf, Orestes Quércia, Jorge Bornhausen, dos coronéis nordestinos, das grandes empreiteiras e de grupos econômicos dependentes da bolsa BNDES, além dos aloprados do mensalão e o chefe da gang.

Os partidos políticos PMDB, Democrata (Antigo PFL), PSDB e PT não têm mais nenhuma representatividade, pois nenhum deles tem um projeto de governo ou visão de futuro. Apenas querem manter e lotear o poder para uso próprio.

(3) Leia depois o artigo "Devagar com o andor que o santo é de barro"


Os jovens e a sociedade civil estão distantes nessas eleições, mas saberão cobrar dos novos governantes uma nova atitude e serão muito mais exigentes.




É obvio para todos os brasileiros que o mal a ser combatido agora é a corrupção, a impunidade, a falta de transparência e a ausência de um programa de governo que retrate os anseios da sociedade. Este será o próximo passo da evolução política e socioeconômica brasileira.

Neste cenário o atual quadro eleitoral será um divisor de águas.

Fica claro que os velhos sistemas estão exauridos e somente uma nova liderança poderá entender as reais necessidades e verdadeiras expectativas da população brasileira em todos os seus matizes.

É obvio que não há mais necessidade de se fazer a reforma política e eleitoral, a reforma tributária, a reforma previdenciária, a reforma fiscal, a reforma trabalhista, a reforma sindical e a reforma agrária. São novos tempos que exigem novos sistemas político eleitoral, tributário, previdenciário, fiscal, trabalhista, sindical e agrário a serem criados e fundamentados nas realidades vividas do Brasil de hoje.

O Brasil estará deixando de ser um País, para se tornar uma Nação baseada em valores morais, éticos e de respeito aos seus cidadãos.

Marina Silva é o novo.

Marina Silva, com suas atitudes, postura e programa de governo que está apresentando, liderará esta nova evolução da Nação Brasileira.

Eu tenho me informado, lido e acompanhado todos os seus passos através da mídia, debates e tenho essa convicção. Procurem conhecer Marina Silva.

Eu votarei em 2010 e provavelmente em 2014 com consciência e convicção em Marina Silva.

O novo momento de uma nova liderança, com foco no futuro e ação no presente, virará mais uma página da história brasileira.

Links dos artigos relacionados, e que sugeri que leiam:
(1) Artigo: "
O Brasil de 50 anos atrás e o de hoje"
(2) Artigo: "
Meu aniversário, Grécia e Marina Silva"
(3) Artigo: "
Devagar com o andor que o santo é de barro"

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Você já era? Você está preparado para começar de novo?

Clique nas imagens para visualizar em resolução máxima.

Todos nós gerenciamos bem ou mal nossa carreira profissional, nosso orçamento, nossa empresa (pequena, média ou grande), nossa renda, nossas reservas (ou nossa falta delas) e dívidas já contraídas.

Todos nós somos importantes agentes de mudanças por nossos pensamentos, desejos ou ações; e construímos hoje o nosso amanhã.

Permito-me fazer aqui algumas reflexões com todos, em especial com cada um de vocês.

Reflexões que fiz comigo mesmo, colocando-me na minha individualidade e como parte do todo que formamos.

O retiro espiritual que fiz em Campos do Jordão, na Comunidade de CAFH de 10 a 16 de julho, caminho do qual participo desde 1980, me inspirou e reforçou as colocações pessoais que faço agora.

(1)Visite o site de CAFH, o link está logo abaixo do artigo.




A primeira reflexão é a constatação de que eu já era.

Sim, realmente estou convicto eu já era.

Tudo que sei me trouxe até aqui, mas repetir o que sei, será ficar no caminho conhecido, com um risco da mesmice ou de estar na zona de conforto.

(2) Leia depois o artigo "Você vai sobreviver profissionalmente?"

Preciso ter uma expansão da consciência que me permita um melhor auto-conhecimento que me ajude na transformação pessoal, que me traga mais conforto, tranquilidade, paz, recursos para superar limites em harmonia e refletindo positivamente nos outros, no ambiente e no mundo. Preciso ser egoente.

Ser egoente é ser consciente de si e de sua relação com o todo, discernindo a forma de responder à responsabilidade que implica esta consciência.

O ser egoente ao estar bem naturalmente ajuda aos outros a estarem bem. Cria-se um clima de dignidade e prosperidade.

(3) Leia depois o artigo "Ética no mundo digital"

Mas como fazer nascer dentro de mim este ser egoente, se o ser egoísta há muito ocupou o espaço com seu tudo querer e que se danem os outros?

Primeiro, aceitar que o meu ser egoísta é real. Quero ter sem esforço, quero o lucro fácil, quero dar ordens e impor meus pontos de vista. Mas ao mesmo tempo por conformismo e fraqueza, acho que nada tenho com a corrupção, com a bandalheira e com os políticos.

Creio que o meu lado egoísta me levou ao pior dos mundos e aceitou situações como: “Os políticos são todos iguais.”, “Este país não tem mais jeito.”, “É melhor votar no menos pior.”, “As maquinas político-partidárias dominam e são fortes. É inútil ir contra ”, “Não há mais o que fazer.”, “O crime organizado e os políticos se alinharam e dominam o país”.

Assim será que passei do desencanto ao descrédito?

A vida continua e as minhas atividades tenho que as fazer, o país que vivo é o Brasil, tenho família e compromissos.

Sim, nesse contexto ficou claro que eu já era, uma boa parte de nós já éramos.
Agora, como recomeçar?

Tentei responder algumas perguntas internas.

Como estou comigo mesmo? Qual a minha realidade? Qual a realidade política, econômica e social do Brasil? O que está acontecendo no mundo?

Neste contexto pude colocar as coisas na seguinte ordem: Onde estou? Quais as minhas virtudes e fraquezas? Quais as alternativas de caminhos? Quais os primeiros passos?

Creio que estou bem comigo mesmo. Estou em paz e tranquilo para começar tudo de novo.

Minha realidade é igual a da maioria das pessoas. Preciso estar me atualizando, me capacitando e me adequando ás mudanças das tecnologias, dos hábitos e da evolução que me rodeia.

Preciso estar atento as armadilhas do ufanismo, a falsa promessa e demagogia. Reconhecer a propaganda enganosa e a dissimulação de muitos falsos líderes.

Preciso desenvolver mais a capacidade de ter compaixão, participar e me incluir nas atividades que me proponho.

A realidade brasileira é a de um País em transformação, mas esse continua um País perverso com uma das piores distribuições de renda, péssimos serviços públicos e preso a um corporativismo indecente, desonesto e incapaz de criar condições de inclusão com dignidade para a maioria da população.

É um País onde tudo está para ser feito e dar certo.

O mundo continua, também, a se desenvolver. Fica mais globalizado e enfrenta uma crise financeira que o levará a encontrar soluções. Uma nova ordem no sistema financeiro.

O mundo está às vésperas de sua maior revolução: O uso adequado da internet como base de novos aprendizados, conhecimento e aplicações.

O mundo ficou pequeno e próximo para guerras, ambientes para ditaduras, repressões, perseguições em massa e mesquinharias nas relações sociais.

(4) Leia depois o artigo "Sei que Eu e Você Somos Gotas no Oceano"


O mundo está melhor.

Assim estou me preparando, aos 68 anos de idade, para iniciar uma nova atividade. Esta tem como missão preparar a nova geração para um mundo melhor, a capacitando para estar incluída como agente de comunicação e de mudanças na globalização.

Os aprendizados dos últimos 40 anos sempre foram prazerosos e úteis a mim, a quem prestei serviços como consultor de empresas, e à sociedade em geral. (Pelo menos acho que tentei e algo fiz).

É meu propósito continuar a participar e estar incluído no processo de evolução com entusiasmo.

Isto me permite estar aberto a entender, compreender e aprender com a nova geração que está começando.

Aguardem as novidades para breve e Entenda seu Mundo.

Links dos artigos relacionados, e que sugeri que leiam:

(1) CAFH www.cafh.org
(2) Artigo "Você vai sobreviver profissionalmente?"
(3) Artigo "Ética no mundo digital"
(4) Artigo "Sei que Eu e Você Somos Gotas no Oceano"

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

O Brasil de 50 anos atrás e o de hoje.

Minha turma de economistas.

Clique nas imagens para visualizar em resolução máxima.


Há quase 50 anos, precisamente em 1961, eu entrava na Faculdade de Economia São Luiz. Passei a trabalhar com meu pai na empresa Alumínio Penedo durante o dia, e a noite ia para Av. Paulista, onde já havia passado 8 anos de minha vida escolar no Colégio S. Luiz (admissão, ginásio e colegial).

Era um curso noturno e a grande maioria dos meus colegas, também, trabalhava.

Como foi gostoso encontrar companheiros com formação, experiências e vivências diferentes. Um novo ambiente, uma nova turma.

O Brasil vivia ainda o esplendor da fundação de Brasília em 1960 e o otimismo do crescimento do plano de metas de Juscelino Kubitschek. E éramos reféns naquela altura de uma experiência política que seria desastrosa. Janio da Silva Quadros.

O PIB do Brasil havia crescido desde 1945 uma média de 9% ao ano.

O clima era de crescimento e vivíamos um ambiente de democracia e liberdade. O Brasil se industrializava, se transformava.

O ambiente do mundo era de guerra fria e se vivia um clima de tensão entre duas ideologias que dividia o mundo em dois campos adversos e inimigos. Capitalismo X Comunismo.

Hoje 50 depois, vivemos em um Brasil melhor, passamos por fazes difíceis solapadas por uma inflação crônica que agravou um processo de distribuição de renda e um crescimento sustentado.

Vivemos por anos isolados da economia mundial em um política nacionalista, estatizante e de reserva de mercado que se agravou com o crescimento e inchaço do Estado durante os anos da ditadura militar, e por incrível que pareça nos últimos anos do atual governo.

À abertura política nos anos 80 não se seguiu a abertura econômica que veio a ocorrer 15 anos depois com Collor.

O Brasil vive hoje um quadro favorável para novamente ter a oportunidade de se transformar em um país de 1° mundo. As circunstancias mundiais ajudam em muito este momento.

Perdemos no caminho algumas oportunidades por miopia política, despreparo dos quadros e muita corrupção.

Brasília que está comemorando 50 anos, que na visão de Dom Bosco seria a capital de um novo mundo, está desnudando a forma de se fazer política no Brasil. Infelizmente Arruda é a cara da maioria dos políticos atuais.

Assim, como a inflação foi um empecilho para que estivéssemos inseridos na globalização financeira mundial, é hoje a corrupção o obstáculo principal para que haja confiança no Brasil.

Mas, o que quero compartilhar neste artigo é que as amizades de 50 anos atrás continuam e se solidificaram.

No ano passado boa parte de nossa turma se encontrou por 3 vezes, 27/05, 29/09 e 03/12. E já estaremos juntos novamente em 04 de março de 2010
O que nos une:

O respeito à individualidade e a maneira de ser de cada um.
A alegria de estar juntos.
A esperança de que teremos um Brasil melhor e nossos espelhos hoje, são nossos filhos e nossos netos.
A certeza de que abominamos estes desvios de caráter de nossos políticos, e assim como a inflação hoje é combatida por quase todos, possa a corrupção vir a ser não tolerada pela maioria do povo brasileiro.
Estar com saúde para animados papos e acompanhar o Brasil de 2010 que será de mudanças, muitas mudanças…

segunda-feira, 20 de abril de 2009

A Nação Brasileira Está Doente, Seu Povo Está Sendo Espoliado

Sim, a máquina pública chamada de Estado, que deveria regular, administrar, garantir a segurança, promover dignidade, justiça e distribuição de renda entre os seus cidadãos está sufocando e destruindo o potencial daquela que seria uma grande nação.

Brasil, país do futuro.

Que futuro terá uma nação que não provê um mínimo de dignidade aos seus habitantes e não concede oportunidades de alimentação, saúde, educação e emprego?

Nosso histórico de país escravagista e violento está sendo reforçado. As iniciativas que promovem e incentivam a evolução natural das pessoas, o empreendedorismo, o desenvolvimento de um mercado competitivo e uma economia aberta e globalizada são destruídas em nome de um controle estatal maior.

Os políticos se põem acima do bem e do mal e junto com uma máquina governamental podre, corrupta e corporativista explora a maioria do povo trabalhador, ainda crente no país do futuro e em sua essência de boa índole e trabalhadora.

Cidadãos de duas classes, o funcionário público com garantias, estabilidade, direitos adquiridos, independentes de meritocracia, honestidade e competência. O resto da nação sem garantias, estabilidade e direitos é responsável pelo seu trabalho para manter a máquina dos funcionários com obrigações e deveres impostos com violência.

A edição 940 da revista Exame mostra um absurdo de um país que está se construindo, ou melhor, se destruindo. A reportagem é a “O País de Elias. E o País de Jodinaldo”, uma face negra do momento que vivemos, assistimos e não estamos fazendo nada para mudar. A doença da apatia e sensação de impotência diante que nos imobiliza desse quadro é contagiosa e perigosa.

Ouvir isso, conviver com isso e ainda por cima haver uma certeza da população de que apesar de tudo este é o melhor país do mundo está ficando difícil de entender.

Os jovens de hoje estão fazendo suas opções, ir para fora do Brasil, em busca de dignidade, oportunidades, justiça, segurança e qualidade de vida ou ser funcionário público e que se dane o resto. Afinal, no Brasil "as coisas sempre foram assim e nada vai mudar".

Creio estarmos chegando a um limite explosivo nesta dinâmica perversa. Os escândalos do congresso nacional e as atitudes de seus líderes são o escárnio que faltava.

Visite o site http://www.brasilsemcorrupcao.com.br/ e conheça o trabalho liderado por Luiz Otávio da Rosa Borges.

segunda-feira, 9 de março de 2009

A epidemia da cobiça e da corrupção

Estamos vivendo uma crise de confiança em todo o mundo e um risco de destruir nosso próprio habitat.
A crise financeira se não enfrentada e resolvida, arrastará toda a economia, nos levará a uma desagregação e a uma guerra generalizada.
Existe esta consciência, existe um medo no ar e os movimentos estão se amadurecendo para que haja novas regras e comece um novo jogo.
Mas há quem jogue contra.
O que caracteriza uma epidemia é que ela se alastra sem controle e vai contaminando a todos que se adaptem a esta anomalia e acabam a realimentando.
Já se sabia do subprime, mas se os bancos não alavancassem como os outros, sairiam do jogo, se os gestores não alavancassem o banco, perderiam seus altos bonus e emprego. Logo "vamos que vamos" era a regra geral.
Dinheiro é meio, não é fim. É uma coisa virtual que passou a ser fim para estes gestores.
A cobiça passa a dominar.
Alimentos, casas, automóveis, hospitais, escolas, transporte, famílias é algo mais mensurável.
A economia real pode sim ser afetada por esta crise financeira.
Existem felizmente muitas empresas e bancos no mundo que estão focadas no seu negócio, trabalham com capital próprio, crescem com as próprias poupanças, reinvestem e andam com os próprios pés.
Elas podem estar sofrendo, mas tem sua sustentabilidade e perenidade garantida, a não ser que cheguemos a uma guerra mundial. Risco há.

É inerente ao homem ser desonesto?
É inerente ao homem ser egoísta e ambicioso?
É inerente ao homem ser corrupto?

Vamos voltar a estudar Jean Jaques Rousseau?

“O homem é bom por natureza. É a sociedade que o corrompe”


Até onde os sistemas e meio ambiente no qual estamos inseridos no Brasil, nos transforma primeiro em assistentes atônitos, depois em assistentes passivos, depois em cúmplices silenciosos, depois em parceiros acovardados e finalmente em vítimas fatais?
O meio ambiente da corrupção, da desfaçatez, da impunidade total que vive boa parte dos políticos, até que ponto já é uma epidemia e em que grau já nos atingiu?

Como vamos reagir, agir ou interagir com esta realidade?

“Conheça-te a ti mesmo”
“ A vida sem objetivo não é digna de ser vivida”
Sócrates (470 – 399 a.c), filósofo grego.