segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Comunicação e Liderança Eficaz em Tempos de crise

Vivemos momentos de mudanças radicais, tempos de crise, assim, formas superadas de liderar e de se comunicar passam a ser inadequadas, não respondem mais as necessidades e expectativas atuais dos liderados.

Palavras como “chefe” e “subordinado” soam como coisas da época da estrutura hierarquizada, rígida e sem flexibilidade. O poder de decisão concentrado na chefia e frases como esta “manda quem pode e obedece quem tem juízo” ou “você foi contratado para executar e não para pensar” soam como coisas já abolidas há muito. A confiança nas lideranças atuais em todos os níveis desaparece.

Diálogo e solicitação substituem a maneira antiga de dar ordens e impor. O conceito antigo de poder se esvai em um clima de participação, interação, colaboração e respeito surgindo uma liderança aceita e compartilhada.

A postura de que você faz um favor a quem atende por que não há outra escolha a quem está sendo atendido é a ante véspera dos grandes problemas que as empresas vão vivenciar e enfrentar. Falta de confiança, clima de corrupção, ausência de transparência, inadequação nas contratações, incompetência são sintomas de uma grande crise que está para acontecer.

A causa deste grande mal está em uma gestão antiga que se baseia na concentração do poder arbitrário no chefe que dá as ordens e centraliza os processos de decisão.

As empresas estão desabando por que suas estruturas ou podemos dizer sua anatomia não está preparada para um atendimento aos seus clientes externos e internos de forma eficaz, flexível e de satisfação. Suas lideranças estão desacreditadas.

A fisiologia vem primeiro, a anatomia é conseqüência.

Assim mudar o foco para o mercado, cliente, verdadeira razão de ser da organização ou empresa, exigirá novas ações que naturalmente eliminará gorduras, desperdícios e vai tirar o foco do umbigo, ou seja, produto, lucro, sistemas etc.
Estas serão ferramentas e resultados da excelência e da qualidade da empresa que está a disposição e sabe interagir com transparência com o mercado (cliente).

Um mundo globalizado está exigindo do novo líder uma visão holonística e ética que permita identificar com rapidez os contextos, cenários, entorno e transformar estas situações rapidamente em oportunidades e novas ações. Este líder tem sua consciência expandida e a convicção de que é um agente de mudanças.

Saber se inserir na realidade do mercado e dentro dos limites da visão, da missão e dos valores da empresa, é estratégico e criará sinergia e proatividade para realizar ações eficazes e rápidas.

A capacitação de se comunicar e de transmitir e de ensinar os seus conhecimentos e vivencias aos seus liderados com precisão e eficácia, de se relacionar com as pessoas através do diálogo, do respeito e do espírito participativo de grupo, aliado a uma técnica desenvolvida através de treinamento de fazer reuniões trará resultados fantásticos a este novo líder.

A liderança compartilhada transmite ao liderado o poder de decisão no momento certo, com a pessoa correta. Delegar poderes é uma arte que pode e deve ser desenvolvida pelos novos gestores líderes.

Em nosso curso “Comunicação e Liderança Eficaz, em tempos de crise” apresentamos estas ferramentas e metodologias que compreendidas e aplicadas pelos participantes tem ajudado a transformar chefes em comunicadores e líderes eficazes.
Nossa vivência, em cursos realizados em São Paulo e Santa Catarina e in company só nos tem deixado felizes com os resultados.

Na exame de 11/02/2009 na seção Gestão e Idéias tem a frase de Jim Collins “As pessoas certas não precisam ser gerenciadas. Se você precisar gerenciar muito de perto alguém, errou na contratação”.
Alain Belda, presidente mundial da Alcoa , em suas confidências, também sempre foi claro “Sempre contratei para trabalhar comigo, profissionais melhores do que eu e ao delegar tarefas e autonomia sempre tive respostas e resultados melhores”



3 comentários:

Paulo Ney Fraga de Sales disse...

Meu caro Geraldo,

Confiança deve ser a moeda de troca para toda a humanidade e não a crença que se for levado a sério é uma mentira que a

humanidade carrega por toda a vida. A vida é verbo é confiança o resto é propaganda enganosa.

Gostei da sua colocação. Vamos em frente. Vender confiança é mais barato não tem que sustentar é ou não é.

Um grande abraço,

Carolina Maria Brandão Lopes disse...

Ave, Geraldo! Brigo por isso diariamente no meu trabalho. Brigo com os colegas, que são acostumados a engolir qualquer coisa por uma carteira assinada. Brigo com os "patrões", que não sabem coordenar uma equipe. E, claro, brigo com os clientes que entram na pizzaria com "manda quem pode e obedece quem tem juizo" tatuado na testa.
Xêros em todos!

Álvaro Stefani. disse...

Caro Geraldo,

1. Você é um símbolo de cidadania e lucidez. Concordo com Você.

2. O que não está sendo lembrado nos meios de divulgação é que o PIB anual dos EUA é de 13 TRILHÕES DE DÓLARES. Só no sub-prime do setor imobiliário, nos EUA, em títulos que jamais serão liquidados o número é de 45 TRILHÕES DE DÓLARES. Em derivativos (Títulos que derivam da irracional, indevida e irresponsável alavancagem, só nos EUA), o número é de 265 TRILHÕES DE DÓLARES. TUDO "TRILHÕES". Os pacotinhos do Busch e do Obama são moedinhas perto desses números dos TRILHÕES. Está tudo nos sites oficiais de todo o Mundo.

3. Em todo o Mundo a soma do PIB anual total é 64 TRILHÕES DE DÓLARES. Está circulando, em DERIVATIVOS, (Títulos que derivam da irracional, indevida e irresponsável alavancagem), 860 TRILHÕES DE DÓLARES. Esses números constam dos sites oficiais internacionais.

4. Como dar solução a tudo i sso? Com moedinhas? Tornando tudo estatal e governamental? Conta a ser paga por toda a sociedade? Para se continuar fazendo tudo igual? Uma vez que "UM DIA TUDO SE RESOLVE"?

5. Das consequências de 1929 foram necessários "17 (DEZESSETE) ANOS" para normalização do mercado.

Fraternal abraço.