
O ano de 2010 começará com euforia, pois para superar a crise financeira que surgiu em 2008 vários segmentos foram protegidos por benesses em 2009. Isto no mundo todo.
Afinal, se a indústria automobilística, a indústria de construção civil, assim como o sistema financeiro, tivesse quebrado, teríamos um tsunami econômico/financeiro.

O santo precisa de outro andor ou vai cair. O santo é a economia mundial.
Fiquem tranqüilos, pois todos os presidentes dos bancos centrais em todo o mundo já sabem disso, o que é bom.
Os chineses como estão com muitas fichas nas mãos e podem quebrar a banca estão agindo com sabedoria chinesa, ou seja, sabedoria secular.

Como somos nós, Brasil, a bola da vez, pela nossa riqueza natural, pelo equilíbrio das contas financeiras, pela população e pelo mercado de consumo grande com renda crescente, estamos vivendo um momento de conforto e de possibilidades reais de ser país de primeiro mundo.
Aí mora o perigo!!!
A zona de conforto e o sucesso nunca foram bons conselheiros e a realidade da vida para pessoas, empresas e nações mostraram que os grandes desastres ocorrem neste ambiente.
Estamos discutindo a divisão e a aplicação dos resultados financeiros e rendimentos do pré-sal, querendo antecipar receitas de riquezas potenciais e passamos a agir como se já fossemos desenvolvidos e ricos.
Como novos ricos, começamos a gastar mais do que ganhamos, vivemos de status, de uma posição de prestigio, “este é o cara”, e até estamos mudando o rumo do rio da unidade nacional a um preço que nos deixará secos lá na frente.
A transitoriedade do cargo de Presidente da República é normal e natural em qualquer democracia, mas aqui atemoriza o grupo que está no poder, no momento da festa e da grande euforia, como se o país estivesse blindado e não fosse parte da Economia Mundial.
Fazer a sucessora passa a ser a prioridade número um.
Para isto, ter os empresários das áreas financeiras, automobilística, linha branca, construção civil e agora a moveleira com isenção fiscal é garantia de apoio eleitoral.
Para outro público, ter a rede de proteção social é também garantia de votos.
Time que está ganhando não se mexe, é a máxima para os que estão se dando bem.
O preço destas ações e o custo em se manter a euforia virão a partir de 2010 e com certeza em 2011.
Em médio prazo já se fala em aumento de juros, déficit do balanço comercial, sucateamento da indústria (principalmente dos médios e pequenos empresários), quebra do sistema previdenciário e algumas outras mazelas.
As reformas política, fiscal, tributária, trabalhista, previdenciária e da justiça – Bom... Estas ficam para as calendas gregas.
Estou passando uma mensagem pessimista?
Creio que não, pois Lula e PT passarão como todos já passaram, e o Brasil continuará.
O que creio venha ser uma atitude positiva, é não fazer vistas grossas e não ser cúmplice das omissões e das ausências de ações que são necessárias e importantes para um crescimento justo, sustentado e harmônico.
Devemos exigi-las e cobra-las.

Os empresários precisam estar atentos aos seus negócios, cuida-los com atenção para que atendam e superem as expectativas dos seus clientes, investir nos seus clientes internos, seus talentos, para que evoluam e acompanhem o processo de mudanças do mundo.
Os empresários precisam estar junto aos seus fornecedores exigindo projetos de produtos e serviços verdes e um compartilhamento de gestão as reais realidades das necessidades e expectativas deste grande mercado de consumo chamado Brasil.
Como líderes não podem se enganar pelas benesses de curto prazo e devem exigir dos políticos, com uma visão de negocio de médio e longo prazo, medidas e reformas que dêem sustentabilidade ao país.
O empresário como dirigente que tem força política em suas cidades e bairros precisa atuar como dirigente comunitário mostrando esta força para o bem da coletividade.
Afinal, todos sabemos que o santo é de barro e quanto mais alta a aparente estabilidade, maior será o tombo.